Iniciativa Pessoal e Liderança: todos nascem com elas, mas poucos as descobrem ou desenvolvem.

Retomando a sequência da Série “Por uma 2ª Oportunidade” com a entrevista concedida por William P. Patrick à Napoleon Hiil e Harold Keown, em que comenta sobre os efeitos práticos dos 17 Princípios do Sucesso em sua vida e negócios. Em complemento, a iniciativa é retratada dentro de uma visão mais contemporânea da filosofia do triunfo que mais influenciou empreendedores e líderes pelo mundo.

 

 

 

“Percorrer o Quilômetro Extra”, foi o tema de nosso último artigo desta série, conceito que se baseia em prestar mais e melhores serviços do que esperado ou exigido, com a atitude mental adequada e nenhuma expectativa de ganho imediato.

As compensações para quem o pratica são grandes, muito maiores do que o “investimento”, como foi visto.

Fazer o “quilômetro extra” garante, no encadeamento dos 17 Princípios de Hill, o aumento da coragem pessoal, da autoconfiança, da iniciativa própria, e gera maior entusiasmo. E, por fim, conduz a uma atitude mental mais positiva e mais feliz, e a uma situação mais segura com o entorno.

Veja a seguir como Harold Keown, Secretário de Napoleon Hill introduz nesse bate papo o princípio da iniciativa pessoal.

 

Harold Keown: Você acredita que as pessoas nascem com ela? Acredito que sua história, Bill Patrick, prova que as pessoas nascem com ela. Gostaríamos de projetar isto, de modo que as pessoas que acreditam que não nasceram com ela possam encontrar a iniciativa que há nelas… mas que continua oculta.

 

Napoleon Hill: Acho que todos nascem com ela, mas que poucas pessoas a descobrem ou desenvolvem. Como foi que Patrick a descobriu? Principalmente, através de seus fracassos, mas continuou a buscar até que apontou no rumo do sucesso, não desistindo, mas gerando mais energia.

 

William Patrick: Quando, de fato, continuamos a procurar, encontramos sempre o rumo que leva ao sucesso.

 

 

(Fonte: ‘Sucesso e Riqueza pela Persuasão’ – pág.196 – Napoleon Hill e Harold Keown – Ed. Record, 1970)

 

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Continuando nossa busca por versões contemporâneas dos Princípios para a Construção do Sucesso, – pesquisados, trabalhados e propostos por Napoleon Hill durante ao menos 70 anos, – para efeitos de comparação, vejamos o que nos trazem Jamil Albuquerque, Márcio Abbud e Walter Kaltenbach em seus comentários no e-book ‘As 17 leis do Triunfo’ a respeito da importância da Iniciativa pessoal, liderança e sustentação (págs. 50 a 66 – recortes):

 

Iniciativa, liderança e sustentação

Todas as pessoas trazem dentro de si a semente da liderança, os ingredientes necessários para indicar o caminho. Despertá-los é tarefa individual.

A liderança nunca é encontrada em quem não adquiriu o hábito de tomar a iniciativa.

Portanto, a semente da liderança é a iniciativa pessoal.

 

 

Como se consolida uma ideia?

A Declaração de Independência, a adoção à Constituição e a carta dos landmarks dos Estados Unidos foram a mais revolucionária demonstração de liderança na história americana e, talvez, na história humana.

Coletivamente, esses documentos estabeleceram o espírito e a proteção de uma forma de governo que mudava a natureza governamental do mundo, pois não era mais fundada no direito dos reis, mas no direito das pessoas comuns.

A democracia havia sido tentada por sociedades em várias épocas da história humana, mas todas haviam falhado. Por isso, a frase de Benjamin Franklin quando abordado na saída de uma reunião histórica tornou-se épica:

“O que vocês conseguiram?”, perguntou um jornalista.

“Conseguimos a República. Se vamos sustentá-la depende de nós”, respondeu Franklin.

E, assim, na América do Norte do século 18, nasceu o governo democrático mais bem-sucedido da história, até agora.

 

Qual a razão principal desse triunfo?

Com certeza, não foi por causa da unanimidade política de aproximadamente quatro milhões de colonizadores vivendo na América do Norte.

A unanimidade existia entre os Pais Fundadores, mas uma minoria significativa, possivelmente um terço dessa população, se opôs ao estabelecimento de uma nova nação.

Não foi por causa da força do exército norte-americano ou de sua marinha, visto que eles eram inferiores em número de pessoas, equipamentos e armamentos quando comparados aos seus inimigos.

Não foi por causa da riqueza ou da independência financeira das treze colônias, pois suas economias eram bem frágeis e dependentes das trocas com a Grã-Bretanha.

O ingrediente chave para o estabelecimento bem-sucedido de uma nova nação foi a liderança. Especificamente a liderança de alguns poucos homens, conhecidos como os Pais Fundadores. Eles inspiraram o suporte, o apoio e o sacrifício de milhões de norte-americanos pela causa de estabelecer uma forma de governo republicana e independente.

Esse desejo pela independência em relação à Grã-Bretanha começou a se enraizar na população das colônias em 1763, pouco depois do final da guerra entre a França e a Índia.

Para ajudar a pagar o exército que possuía na América, o rei britânico, George III, começou a taxar mais agressivamente os colonos. Ativistas políticos norte-americanos que começaram a autodenominar-se “Os Patriotas” protestaram, afirmando que a taxação era injusta, pois as colônias não tinham representação oficial no parlamento britânico.

Esses protestos iam de meras denúncias verbais em jornais até ações violentas.

Mas o que exatamente significa a Revolução e a Guerra Americana?

A revolução foi efetivada antes de a guerra começar e estava nas mentes e nos corações das pessoas. Era uma mudança nos seus sentimentos religiosos, de deveres e obrigações.

Essa radical modificação nos princípios, sentimentos e afeições do povo foi a verdadeira revolução americana.

 

 

 

Existe uma ampla variedade de teorias de liderança que poderia ser usada para analisar os Pais da Pátria, como a Teoria do Grande Homem, a Teoria dos Traços, a Teoria Comportamental, a Teoria Transnacional e a Teoria Transformacional.

Apesar de praticarem, individualmente, muitas técnicas de liderança, como grupo, eles são amplamente reconhecidos hoje como líderes transformacionais.

O foco aqui será prioritariamente nessa teoria.

Os líderes transformacionais são únicos no que tange a motivar seus seguidores a realizar sacrifícios pessoais e ir além dos seus

próprios interesses em prol do grupo.

De acordo com James MacGregor Burs, um dos primeiros contribuidores da teoria, a liderança transformacional é um processo pelo qual os líderes e seus seguidores elevam uns aos outros a níveis maiores de moralidade e motivação.

Apesar de existirem muitas variações da Teoria da Liderança Transformacional, a maioria dos teóricos aceita a opinião de Bernard M. Boss sobre o que um líder que triunfa faz.

Um líder transformacional geralmente inspira os seus seguidores a sentir confiança, lealdade e respeito por ele.

Seguidores são motivados a fazer mais do que foi originalmente designado. Continuam e perseveram em sacrificar os seus

confortos pessoais em prol da meta em comum, a despeito de suas dificuldades pessoais.

Os norte-americanos encararam enormes dificuldades e sofrimentos durante a guerra revolucionária. Fossem eles os soldados que estavam congelando e morrendo de fome ou as incontáveis jovens mães tentando cuidar de suas famílias enquanto os seus maridos estavam longe. Ou os milhares de fazendeiros que perderam tudo na passagem de exércitos vorazes, ou a miríade de pequenos empreendedores que tornaram-se financeiramente indigentes por causa da hiperinflação e o dinheiro desvalorizado… todos eles, de alguma forma, contribuíram para a vitória sobre o exército do rei inglês.

Eles não apenas venceram a guerra da independência americana, mas também estabeleceram para eles e para as futuras gerações o primeiro e bem-sucedido governo democrático no mundo.

 

O líder moderno talvez não tenha mais que enfrentar tarefas tão monumentais como enfrentaram os Pais da Pátria. Porém, os princípios que os fundadores seguiram ainda são essencialmente úteis para vencer vários desafios da liderança moderna, como o estabelecimento de uma nova empresa, a recuperação de um negócio que está falindo ou a motivação de forças de trabalhadores desmotivados.

 

Napoleon Hill listou algumas características dos líderes transformadores:

  1. Preparam-se a si mesmos;
  2. São exemplos de integridade moral;
  3. Vão além do interesse próprio;
  4. Estabelecem metas claras;
  5. Respeitam sua equipe;
  6. Transmitem uma visão inspiradora.

 

O grande descobridor 

Pedro Álvares Cabral sem dúvida era um homem de tremenda autoconfiança.

O nobre português nunca havia navegado por mares desconhecidos antes de assumir o comando militar da maior frota dos descobrimentos até então. Mesmo assim, zarpou intrépido de Portugal como comandante supremo de treze embarcações e 1.500 homens. Seu objetivo: chegar às Índias, uma jornada perigosa por mares pouco conhecidos.

No trajeto, Cabral tinha de cumprir uma incumbência extra determinada por Vasco da Gama, o maior navegador da história portuguesa: abrir o curso de sua frota a oeste. Assessorado por navegadores altamente qualificados, Cabral executou o plano à risca.

Encontrou o Brasil e chegou às Índias. Gravou seu nome com total sucesso na galeria dos grandes navegadores e descobridores europeus. Também chamado de o português mais brasileiro que já existiu.

 

 

 

 

 

Pesos e Medidas

O estudo da liderança é polêmico, apaixonante e paradoxal.

Polêmico porque dificilmente se consegue analisar o assunto sem deixar de manifestar, ainda que implicitamente, os valores, crenças, preferências e motivações pessoais.

Apaixonante porque o desafio nos estudos sobre liderança não está apenas em encontrar novos conhecimentos, mas em analisar coisas conhecidas com um novo olhar.

Paradoxal porque não existe uma resposta certa para todas as situações.

Liderar em muitas ocasiões exige dez pesos e dez medidas.

Decisões com base em princípios éticos e decisões com base em resultados podem ser completamente diferentes.

Jesus, Gandhi, Hitler, comandante Rolim, Bernardinho, George W. Bush, Osama Bin Laden, Papa João Paulo II, Felipão, ACM (Antônio Carlos Peixoto de Magalhães) e Vanderlei Luxemburgo são alguns exemplos que comprovam a natureza múltipla e paradoxal da liderança. Que todos conseguiram ou conseguem influenciar muita gente não se discute. Também é indiscutível a marcante diferença de estilos e objetivos.

 

Hill fez uma primorosa diferenciação básica entre líderes, estilos de liderança e motivações para liderar:

Existem dois tipos de liderança, o que um deles tem de mortal e destrutivo o outro tem de útil e construtivo.

O tipo mortal, que leva não ao sucesso, mas ao fracasso absoluto, é adotado por pseudolíderes que forçam sua liderança sobre seguidores relutantes.

A liderança destrutiva baseia-se em autoengrandecimento, é construída sobre a ambição pessoal.

O tipo de liderança recomendado é o que leva a autodeterminação, liberdade, autodesenvolvimento, esclarecimento e justiça.

Liderar é influenciar pessoas.

Liderança requer habilidade para comunicar objetivos e torná-los aceitos pelos liderados. – Napoleon Hill

 

Um aspecto importante da responsabilidade do líder é induzir as pessoas a subordinarem suas ideias e interesses ao bem do todo, e isso se aplica a assuntos de natureza cívica, empresarial, social, política, financeira e industrial.

Sucesso é quase sempre uma questão de habilidade em conseguir que os outros subordinem sua individualidade e sigam um líder. O líder habilidoso tem personalidade e imaginação para induzir seus seguidores a aceitar seus planos e executá-los fielmente.

Fazer com que os liderados façam o que é preciso não é necessariamente uma liderança eficaz. O verdadeiro líder faz com que os liderados queiram fazer o que é preciso. Em outras palavras, liderança implica persuadir e motivar os liderados.

A história da humanidade registra inúmeros casos de liderança exercida mediante coação; o detentor do poder simplesmente impõe sua vontade àqueles sob seu jugo. É o que Napoleon Hill denominou pseudoliderança.

A verdadeira liderança é aquela que conquista adeptos para a sua forma de pensar, que aglutina os liderados em torno de uma ideia.

Infelizmente, a história também registra casos de líderes destrutivos que unem as massas em torno de ideias nefastas, levando a todo tipo de conflito, a guerras e massacres.

Vamos repetir: o espírito de liderança proposto por Hill preza pela autodeterminação, liberdade, autodesenvolvimento,

esclarecimento e justiça.

 

Sendo liderança uma ação que se exerce sobre indivíduos e grupos, é evidente que o líder deve ser especialista em pessoas.

Quanto maior essa habilidade, mais profundo o impacto e a impressão do líder sobre os liderados. Para o bem e para o

mal.

Conhecimento e prática das melhores ações objetivando relacionamentos produtivos, não repetitivos, são competências a serem desenvolvidas.

Aprender, entender e refletir sobre o comportamento humano deve ser do interesse permanente daqueles que exercem liderança.

 

O líder é um artesão das relações humanas. É um distribuidor de esperança, um ícone.

 

É grande o número de pseudolíderes que preterem os princípios elementares que orientam e motivam o comportamento. Aprendem a manipular e ignoram como criar ambientes motivadores.

Como especialistas em pessoas, acreditamos que as duas principais competências requeridas para o verdadeiro líder sejam aprender a sentir e aprender a conviver.

A liderança atual é conectiva, deve liderar a multiplicidade e a interdependência.

 

A liderança é como uma mão de auxílio para muitos.

Um líder desenvolve seus negócios, desloca bens, interesses, proporciona trabalho às pessoas, estimula e revitaliza a sociedade, impulsiona o progresso.

Contudo, deve estar preparado para enfrentar perigos inerentes à posição: soberba, vícios, autoritarismo, solidão, ansiedade e vaidade.

 

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… uma vida realizada, de uma vida com paz mental, também conhecida, como dissemos, por paz de espírito e felicidade, daquele sucesso, êxito, de um vencer pelo qual valha a pena ‘pagar o preço’, muito além da ilusão do quanto mais dinheiro melhor, tese comprovada à exaustão com milionários vivendo… solitários e abandonados aos cuidados de… cuidadores profissionais pelo mundo afora.

 

Aqui no Blog Supere-seOnline trabalhamos usando principalmente como fontes de referências, além do e-book de ‘As 17 Leis do Triunfo’ (Copyright © 2020 Jamil Albuquerque, Márcio Abbud e Walter Kaltenbach – 1ª edição: Setembro 2021 – Direitos reservados desta edição: CDG Edições e Publicações) já referido em artigos anteriores; também o penúltimo e último títulos de autoria de Napoleon Hill publicados em vida em língua portuguesa, – ‘Paz de Espírito, Riqueza e Felicidade’ (Record, 1967) e ‘Sucesso e Riqueza pela Persuasão’ (Record, 1970), além, de ‘Mais Esperto Que o Diabo’ (póstuma – The Napoleon Hill Foundation –  1a edição em português: 2014. Direitos reservados desta edição: CDG Edições e Publicações. Tradução: M. Conte Jr. FRC, M∴ ).

Fique ligada, fique ligado.

E se realmente você quer mudar algumas coisinhas em você que possam ajudar a melhorar a sua vida, continue acompanhando a entrevista com William P. Patrick. – Por uma 2ª Oportunidade…