Instintivamente… desde sempre,… ambicioso.

Parecia que, afinal, … sua educação estava se completando.

 

William Patrick queria uma educação formal e tornar-se milionário aos 35 anos. Ponto!

 

Ficou na escola até o décimo ano, quando entrou para a Força Aérea, porque lhe disseram que dessa maneira conseguiria uma educação gratuita.

 

No Serviço Militar continuou a afirmar-se sua natureza ambiciosa. Fez cursos noturnos e aceitou trabalhos em tempo parcial, enquanto continuava a pensar e falar sobre … “a boa vida… lá fora”.

 

 

 

Seu ‘pouso’ seguinte foi na Universidade de Illinois onde esperava descobrir “a chave mágica” que abrisse a porta para todas suas expectativas. Ainda pensava que uma educação universitária seria a maneira mais segura, a maior coisa que uma pessoa pudesse fazer para garantir sucesso na vida.

 

Porém, observando o ambiente acadêmico e seus companheiros de campus, começou a sentira aquela mesma ‘estranha sensação’ de muitos anos antes, e lembrou-se de que há algum elemento na vida que não pode ser visto, medido ou tocado, mas que se situa dentro do alcance mental e espiritual da compreensão da pessoa.

 

Percebeu, naqueles dias, que apenas a educação não garante o sucesso.

 

Nessa ocasião, já casado, estava mais ansioso do que nunca para encontrar o caminho que garantiria o sucesso, e assim começar a subir para a meta que se fixara.

 

Procurando meios de reforçar a renda da família enquanto estudava na Universidade passou a vender utensílios de cozinha. Em seis meses já era ‘gerente de distrito’ número um e recrutara quarenta entusiásticos vendedores.

 

Hábil em suas transações, começo a pensar em termos mais ambiciosos, perdera o interesse pela faculdade e reexaminara o sonho longamente acalentado de tornar-se milionário antes dos 40.

 

Começou a pensar em “planos vivos” estimulados mais pela cobiça do que por válido e honesto senso comercial.

 

Com dinheiro que ele e um sócio tomaram emprestado à faculdade e a um banco lançou-se na sua primeira aventura empresarial.

 

E, em pouco tempo, entrou por um sonoro ‘cano’.

 

Foram necessários três longos anos para que William e a Sra. Patrick pagassem dívidas as quais liquidaram com o dinheiro que ganhavam ensinando em uma escola.

 

Em 1956 os Patricks estavam morando na Califórnia, inquietos e insatisfeitos com as atitudes liberais do clima educacional lá vigente, mas, acima de tudo, esgotados pela “infindável pressão de continuar a pagar contas e tentar sobreviver”.

 

 

Por ideias para ganhar dinheiro fora da sala de aulas

Disposto a considerar quase qualquer plano ou projeto que possibilitasse ganhar dinheiro com algo que não fosse “dar aulas”, Patrick se viu abordado por um conhecido, tendo este lhe pintado ‘um quadro brilhante de lucros’ que obtinha com a venda de suplementos alimentares. Tomou 138 dólares emprestados, comprou seu kit e começou a engrenar seu dom para vendas.

 

Essa ‘oportunidade’, que durante algum tempo pareceu excelente, meses depois, viu as óbvias falhas do plano de comercialização, – que devido ao entusiasmo vigente no início dessa atividade foram ignoradas -, começarem a cobrar seus tributos, levando Patrick a tomar 2.700 dólares emprestados ao sogro para pagar também seus sócios que estavam a exigir sua parte dos pagamentos atrasados, deixando-o profundamente desiludido, falido financeira e emocionalmente, em profundo estado depressivo.

 

Passou a demonstrar um comportamento agressivo, quase hostil. Certo mês vendeu o carro para que a família tivesse comida na mesa. Mês seguinte, vendeu o aparelho de TV.

 

 

 

Estava furioso com a vida, com sua mulher, com seus sócios e, muito mais, e principalmente, consigo mesmo!

 

Sua fé em todo mundo havia ido pelo ralo.

 

Agora desacreditava especialmente do pensamento de que poderia conseguir, algum dia, qualquer coisa por quase nada ou ‘passar a perna’ no público.

 

Parecia que, afinal, … sua educação estava se completando.

 

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(in ‘Sucesso e Riqueza Pela Persuasão” – Napoleon Hill e E.Harold Keown – Ed.Record)