A venda avança quando o desejo de posse supera o medo de errar.

Sem desejo não há decisão. Um capítulo essencial sobre motivação, risco e escolha no processo de vendas.

 

 

A principal diferença entre a venda interna e a venda externa está no ponto em que o cliente entra no processo da Venda Criativa.

Na venda interna, o cliente pode chegar já na segunda, terceira ou até mesmo na quarta etapa.
Na venda externa, ao contrário, o trabalho de persuasão começa sempre pela conquista da Atenção Favorável, seja o cliente novo ou habitual.

Para ambos os casos, porém, existe um momento decisivo no processo:

– a fase da aferição ou provocação do Desejo de Posse.

 

 

 

A principal diferença entre a venda interna e a venda externa está no ponto em que o cliente entra no processo da Venda Criativa.

Na venda interna, o cliente pode chegar já na segunda, terceira ou até mesmo na quarta etapa.
Na venda externa, ao contrário, o trabalho de persuasão começa sempre pela conquista da Atenção Favorável, seja o cliente novo ou habitual.

Para ambos os casos, porém, existe um momento decisivo no processo:

– a fase da aferição ou provocação do Desejo de Posse.

 

Interesse não é desejo

Nem sempre o vendedor consegue identificar com clareza:

  • o grau,
  • a intensidade,
  • ou a maturidade do desejo que existe na mente do comprador.

Esse desejo pode ser:

  • controlável,
  • administrável,
  • ou quase irresistível.

Por essa razão, o desejo de posse deve sempre ser estimulado, provocado e reforçado por meio de palavras, argumentos e demonstrações adequadas.

É comum que o cliente tenha interesse em comprar, mas ainda não tenha desenvolvido um desejo suficientemente forte para decidir sem hesitações — exceto quando já conhece bem o produto e a necessidade de uso é imediata.

 

O Instinto de proteção

Na mente do cliente manifesta-se quase sempre um fenômeno psicológico conhecido como instinto de proteção.

Trata-se do receio natural de que:

  • o produto não satisfaça plenamente,
  • o serviço não corresponda às expectativas,
  • a compra gere algum prejuízo.

Esse instinto é ainda mais intenso quando o cliente pretende usar o produto ou serviço pela primeira vez.

Assim, junto com o desejo, caminham:

  • a dúvida,
  • a incerteza,
  • o medo de errar.

Mesmo quando um produto atende a 98% das expectativas, aqueles 2% de possível prejuízo podem ser suficientes para travar a decisão.

 

Somos compradores por natureza

Não existe produto ou serviço perfeito — assim como não existe ser humano perfeito.
Toda moeda tem dois lados.

Por isso, somos eternos comparadores.

Antes de decidir, avaliamos:

  • benefícios esperados,
  • possíveis prejuízos,
  • riscos envolvidos.

Na compra, esse raciocínio acontece quase sempre de forma silenciosa, interna e racionalizada.

 

Quando o cliente não sabe comparar

Em muitos casos, o cliente não dispõe de conhecimento técnico suficiente para fazer uma comparação inteligente.
Isso é comum quando se trata de produtos ou serviços mais sofisticados.

Nessas situações, a decisão só acontece quando o cliente é:

  • bem informado,
  • orientado,
  • esclarecido,
  • apoiado no raciocínio.

Cabe ao vendedor fornecer dados, demonstrações e comprovações que sustentem tanto o Desejo de Posse quanto, mais adiante, a Decisão de Compra.

 

As perguntas silenciosas do cliente

Nesta quarta etapa, o cliente se pergunta, ainda que não verbalize:

  • “Por que posso lucrar?”
  • “Por que isso é desejável para mim?”

Quando o vendedor consegue responder a essas perguntas mentais, a decisão torna-se muito mais provável.

Por isso, é indispensável que o vendedor:

  • conheça profundamente seu produto ou serviço,
  • domine suas características e benefícios,
  • compreenda o valor real da oferta,
  • conheça a concorrência para saber comparar.

 

Desejo, motivação e comunicação

A motivação do cliente precisa ser provocada:

  • na segunda etapa (atenção),
  • na terceira etapa (interesse),
  • e na quarta etapa (desejo),

em sintonia com a comunicação e o marketing.

Em termos práticos:

  • vendedor e propaganda conquistam a Atenção Favorável;
  • vendedor e comunicação despertam o Interesse de Compra;
  • vendedor e comunicação estimulam o Desejo de Posse.

Quando não há entrosamento entre marketing e força de vendas, o processo se quebra — e a venda não chega à etapa final.

 

Um erro comum das empresas

É frequente observar empresas que investem pesadamente em propaganda e promoção, mas negligenciam o treinamento de seus vendedores.

Depois, ao analisar os resultados, culpam campanhas, agências ou o mercado.

Testes e relatórios de campo mostram uma realidade preocupante:

  • vendedores com poucos argumentos,
  • visitas sem planejamento,
  • justificativas recorrentes como “sem novidade”, “cliente achou caro”, “passar outro dia”.

O problema, na maioria das vezes, está na deficiência de comunicação e preparação da venda.

 

Responsabilidade intransferível

Essa fragilidade da equipe de vendas é sempre responsabilidade da empresa ou do empreendedor.

Negligenciar treinamento, atualização e método significa:

  • vender menos do que poderia,
  • desperdiçar investimentos em marketing,
  • abrir espaço para a concorrência.

Empresas que afirmam “não ter problemas de venda” ou que “seus vendedores não precisam de treinamento” assumem um risco elevado — geralmente percebido tarde demais.

Quando acordam para a realidade:

  • a concorrência evoluiu,
  • novos players entraram no mercado,
  • a fatia de mercado foi perdida.

 

Estimular o Desejo de Posse é conduzir o cliente com inteligência, clareza e segurança, reduzindo seus medos e fortalecendo sua percepção de ganho.

Sem desejo, não há decisão.
Sem decisão, não há venda.